Você alguma vez já deve ter parado para pensar de
uma forma mais profunda em quem somos nós? Mas esta pergunta, deve ser
posterior a quem sou eu? Porque não somos nós. Somos "eus". Somos
cada indivíduo. Sabemos muito pouco de nós mesmos e se realmente existe um
"nós" ou um "eu".
Mas algo ainda mais misterioso que isso é a vida. O
conhecimento científico tem lá suas explicação para a vida, mas mesmo no âmbito
da biologia há muitas dúvidas e de modo geral permanece o mistério. A
vida é como uma lepra que adere a matéria em certas condições. Havendo estas
condições ela surge. É o que diz a biologia. Mas só se aplica a tipos de vidas
que conhecemos e é somente dessa que vamos falar. Pois não podemos afirmar e
nem negar a existência de outros tipos de vida só porque não conhecemos.
Mas o fato é que o universo produz vida. E como
isso poderia acontecer? Como pode a matéria produzir vida?! É evidente que a
resposta mais fácil e que serve de resposta para qualquer grande mistério é que
Deus criou a vida. Mas não estamos falando aqui de teologia. O nosso assunto
aqui é um pensamento racional puro, embora especulativo. Se assumíssemos que
era deus, não haveria porque prosseguir em qualquer pensamento filosófico. A
filosofia perderia a graça e tudo o que importaria era a Teologia que aliás seria
um conhecimento puramente científico. Imagine só se Deus se manifestasse toda quarta-feira,
em um canal de TV aberta para o público, dizendo quais eram seus planos para a
humanidade? Não haveria mais dúvidas e todos acreditariam(?).
Mas não é o que ocorre, todo afirmação sobre Deus é
especulativa, ou seja baseada em crença e não em fato embora eu sei que isso
daria para ser discutido eternamente um tentando racionalizar a crença e outro
racionalizando o ateísmo. Enquanto isso a Filosofia segue com sua coleção de
pensamentos, sendo estes em sua grande maioria descrentes da existência de um
deus divino ou que consideram que esta questão não é importante porque o que é,
é. Deus não passará a existir só porque acreditamos ou não deixará de existir só
porque não acreditamos.
A vida em termos mais abrangentes, não deve deixar
de ser investigada pela filosofia, porque o modo técnico científico do estudo
da vida deixa a vida tão sem graça, ocultando ser verdadeiro mistério de ser.
Dizer que a vida é o processo em
curso do qual os seres vivos são uma parte, parece uma definição tão fria. A
vida é pois aquilo que faz com que um ser esteja vivo.
Independente da origem, nosso estudo é na
vida no momento que ela já existe. A vida é fato. Está aí. Concentramo-nos nela
ignorando sua origem.
|
||
E de qual vida estamos falando? Vida
microbiana? Vegetal e fúngica? Talvez a vida dos animais? Não, estamos falando
da única coisa que importa. A nossa vida. Uma espécie de energia que organiza a
matéria e a anima e que nos faz seres conscientes de nós mesmos. A única graça
de estar vivo e estar nesta enrascada é a conscienciosa de nós mesmos. a vida
para um animal que não tem muita consciência de si, não deve ser muito
fascinante embora provavelmente não sofrerá com dores da "alma" ou
dor de existir. Não é nem a inteligência, pois alguns animais são bem
inteligentinhos, mas na hora que morre um da família, passam por cima do corpo
indiferentes.
A vida consciente parece ser algo muito misterioso.
Aliás, alguns filósofos dizem que o pensamento é uma prova da existência de
Deus, pois como é que poderia a matéria ter fabricado o pensamento que é
algo típico somente do tipo de vida como a nossa a qual estamos falando? Que é
muito improvável que o pensamento possa existir simplesmente com a evolução
natural. Apesar disso, é muito gritante um processo evolutivo, ficando muito
claro que os outros animais tem a mesma coisa que chamamos de vida, apenas que
estão em um estágio menos desenvolvido de consciência. Então a magia da coisa
já começa por aí. A mesma vida ocorre em nós e nos animais especialmente os
mamíferos.
Mas o mais interessante disso tudo é que nós temos
a vida mas a vida não é nossa. Não somos a nossa vida, apenas a temos enquanto
vivemos. É como se ela fosse emprestada. Não criamos a vida e nós não somos a
vida. Nós a vivemos mas ela (a vida) somente passa por nós. A vida é algo tão
vasto que engloba tudo de nós mesmo sem ser nós. Ela é algo maior do que nós
mesmos até porque não ocorre só em nós. E como pode algo que é maior que nós
não conhecer a si mesmo? Sim, porque a vida, ela mesma, não se conhece. Ela só
se conhece quando através de nós, questionamos o que é ela. Seria uma prova que
esta coisa de conhecer as coisas, é tudo uma ilusão. A natureza das coisas mais
misteriosas como a vida, são muito superior a esta coisa que chamamos de
conhecer. Muitos conceitos engessados que achamos matematicamente corretos e
imutáveis, como o próprio conceito que temos que as coisas existem, podem ser
apenas do nosso ponto de vista. O existir pode ser ilusão, e as coisas elas
mesmas se comportariam de forma diferente do que chamamos de aquilo existir ou
não.
Existir algo como a vida, abre brechas para ser
questionado qualquer conceito engessado que damos por absolutos. Tudo pode
estar completamente muito mais submerso em mistérios do que imaginamos.
Porque algo tão superior ao que chamo de eu, não se
conhece, mas não deixa de ser muito superior e muito mais rico em verdade.
Porque o fenômeno vida ocorre e por mais que não entendemos, porque ele ocorre,
há uma intrincada teia talvez incognoscível de verdades ocorrendo bem na nossa
frente, ou melhor em nós mesmos quando consideramos a ocorrência da vida. E
aqui não é o sujeito conhecendo o objeto e sim o sujeito querendo conhecer o
sujeito mesmo ou melhor querendo conhecer a coisa mais ampla que faz o sujeito
querer conhecer a si mesmo. E talvez não haja mesmo é verdade nenhuma, é
mais um daqueles conceitos engessados para atender nosso ímpeto que a
vontade nos impôs de explicar o mundo ou por não aceitar o mundo tal como ele é
como diz Nietzsche e então buscamos uma verdade por não suportar o mundo como
ele é, sem verdades.
A vida é muito maior que nós porque ela ocorre sem
nós pedir. Ela nos invade e faz-nos ser quem somos. Ela vem dá seu show e vai
embora. Ela é multi- faces. A vida não é a personalidade de cada um. Ela é
igual para todos. É uma coisa só que ocorre com todo mundo embora alguns tenham
mais vitalidade que outros e vivam mais intensamente. Mas a vida apenas
alimenta a composição orgânica genética e as relações que temos com o mundo e
daí sim, faz aflorar a personalidade, que é algo mais próximo de dizer que é o
eu propriamente dito. A vida é algo que quer existir. é uma das facetas daquilo
que Schopenhauer chama de vontade. Que existe no universo uma grande vontade
que quer as coisas que seria um princípio básico de tudo que conhecemos.
Só que esta vontade, não quer só que a vida exista,
ela quer que nós sejamos o que somos. Já parou para pensar porque você deseja o
que deseja? O que te faz desejar? o que te faz fazer o que faz? Algo quer que
façamos sexo, algo quer que existamos, que questionemos sobre o mundo, sobre a
vida sobre nós mesmos. Não é nós que queremos fazer isso. Temos muita pouca
escolha no que fazemos se é que temos alguma. Não escolhemos querer nos
alimentar, ter fome. Este jeito de ser foi-nos imposto. Amor, ódio, sentimentos
emoções, tristeza, alegrias, desejos, nada disso é nos que queremos. São coisas
que nos invadem e nos dominam que há em nós e passa por nós assim como a vida.
Tudo o que fazemos é para preservar a vida. Porque você levanta de manhã cedo e
vai ler o jornal (alguém ainda faz isso)? Sempre a última resposta será em última
análise a vida querendo se preservar. Você pode dar várias respostas e a última
será no sentido de preservar a vida. Leio o jornal para me informar. Se
informar para que? Para saber mais e ter vantagens na sobrevivência.
Porque você agora se mexeu na cadeira ou no sofá?
Porque estava incomodando a pressão exercida pelo peso do seu corpo entre a
cadeira que você está sentado e seus glúteos. Trocando o lado do da pressão, você
está contribuindo para preservar a saúde de um lado do seu glúteo. Basta
verificar os ferimentos que surgem em pessoas acamadas, pelo simples atrito
entre o corpo e a cama, de forma contínua. Enfim, não há nenhuma ação que se
faça que não se esteja buscando proteger a vida. Até mesmo um movimento ou
mesmo um pensamento aparentemente sem motivo algum no fundo tem esse objetivo.
Mas como? Pensar exercita o cérebro se você não usa atrofia e morre. Um
movimento aparentemente despretensioso, alivia o tédio de existir ou se não
alivia, serve como uma tentativa para tal. Aliviar o tédio é fundamental para viver,
pois o tédio faz mal à saúde.
Então o sentido da vida seria se preservar? Mas
isso é contraditório pois uma das definições de vida é a condição de um ser que
nasceu e ainda não morreu. Que é a coisa mais certa a acontecer é o fim da
vida. Sim, com toda essa nobreza da vida, ela comete esse tipo de coisa,
querendo se preservar e sofrer em nós pelo seu fim. Se ela é tão nobre, porque
sofre seu fim? Evidente que é porque aí não é a vida que sofre, aí quem sofre
mesmo é o eu. Porque a vida não é personalidade. Não é racional, não pensa, não
é alguém embora seja muito maior do que a coisa que pensa e que seja alguém.
Não dominamos essa coisa maior que faz ser quem somos embora talvez tenhamos
alguma escolha aqui e ali nesse processo, a maior parte das coisas que fazemos
é imposição desta vontade maior.
A vida ocorre em todos que estão vivos que por
acaso é alguém igual a você que também tem essa coisa que a gente chama de vida
mas que não sabe bem o que é. E só a vida pode questionar ela mesma porém apenas
través de cada um de nós utilizando sua principal ferramenta que é a consciência.
O universo conhece a ele mesmo dando consciência a matéria e a vida também conhece
ela mesma do mesmo modo. Ela é tão complexa mas parece que a vida não se
conhece, ela mesma não tem consciência, embora seja algo muito mais sublime que
a consciência já que contém a consciência. Qual a posição de devolução da vida?
ambos o universo e a vida são muito maiores que nós e ao mesmo tempo são dois
bobões gigantes incapazes de se conhecer eles mesmos a si próprios.
O fim da vida é na maioria das vezes imprevisível
embora possa ser esperado, algumas vezes. Porém se imagine se a vida fosse como
um relógio implacável e todo mundo soubesse exatamente o momento que morreria,
não sendo possível adiar ou atrasar o fim. Seria como devolver uma coisa
emprestada ao seu dono A vida está saindo de você e indo embora. Como seria o
padrão ou o ritual padrão das pessoas ao morrerem em uma condição como estas?
Como a cultura da morte mudaria drasticamente.
Todos morreriam conscientes de sua morte até o último
segundo. E para piorar todos seriam tomados não por uma emoção ou desespero,
mas por uma hiperconsciência do que está acontecendo. E não teria como fugir
desta hiperconsciência e lucidez do fim. As pessoas podiam dar o último sorriso
antes da morte e a última palavra de forma consistente sem estar tomada por
emoção violenta de antecipação do fim. Mas talvez nos últimos segundos o apego
a vida fale mais alto e se tente dar um último suspiro no último segundo, a última
apreciação do ambiente ao redor. O simples fato de poder enxergar as paredes do
local mortuário já seria algo maravilhoso. Nos últimos dias as coisas mais
simples da vida teriam inestimável valor contrapondo-se a desvalorização
imediata de capital acumulado. Nunca antes teria se dado tanto valor a luz do
dia, ao últimos golpes de ar respirados, ao acento no chão, a gravidade puxando
o corpo sem falar das pessoas ao redor. Estas nunca antes tinham sido tão maravilhosas
como agora só pelo fato de existirem na sua vida. O que você faria no último
segundo? Eu imagino as pessoas se preocupando com suas posições corporais que
vão ficar após a entrega da vida. Alguns ficariam em posição fetal, deitados
próximo a velas, flores, bíblias terços, imagens - e aqui até os ateus o
fariam algum tipo de ritual dogmático. Alguns poderiam se ajeitar na com braços
erguidos aos céus, como se fazendo uma oração ou tentando se comunicar com a
ideia nata do ser humano, da coisa divina. Erguer as mãos para os céus me
parece algo tão inato como a ideia da divindade.
|
||
Pode até não ser real, mas é um fato social
tanto erguer a mão como a ideia de divindade, que fez com que deixasse marcas
no cérebro das pessoas e evoluiu para acreditar mesmo sem haver razão para tal.
Erguer as mãos aos céus é numa situação dessas é uma forma de se despedir do
mundo, já que você não pode dar tchau para ele. Se você soubesse que não há
nada após a morte o que pensaria nos últimos segundos? Mas mesmos parte de nós
não acreditando que pode não haver nada, algo nos impulsiona a apostar com as mãos
viradas captando acesso ao divino como uma antena. Talvez um suplício
"deus eu quero viver". A humildade neste momento será também a maior
já tida por toda a vida. A pessoas faria qualquer negócio para barganhar pela
vida, pedindo piedade e se humilhando o quanto fosse. Alguns morreriam em cima
da bíblia e nunca em suas vidas a acharam tão sagrada como agora acham.
Poucos ficariam de pé para não vilipendiar seu corpo. Mas também poucos
ficariam deitados pois é uma posição muito mórbida.
Se você for pensar que caminhamos para virar o que
mais tememos. Qual a coisa que mais nos causa repulsa? A caveira, o esqueleto o
apodrecimento. É um absurdo que tudo isso que chamamos de vida, vai acabar
assim, cheirando a carniça. Como pode!? Quem inventou esse negócio de planeta,
universo e seres vivos, não teria um jeito melhor de dar fim a consciência? Ou
que pelo menos para nós não parecesse tão ruim assim. Todo nosso mundo vai
desabar junto com a gente! Então qual é o sentido disso? A gente constrói nossa
casa, arruma nosso quarto a disposição dos móveis na casa, arrumamos nossa
gaveta, colecionamos coisas, construímos relações durante a vida com outras
pessoas, ou seja arrumamos nossa vida bem bonitinha do nosso jeitinho. Ou seja construímos
todo um castelo mental em cima daquilo que achamos que é nós e que é a nossa
vida. Mas no fim ela sempre desaba e tudo vem ao chão virando pó. É muito
estranho isso. É realmente preciso apodrecer? É preciso morrer? Então nós já
sabemos o quanto estamos ferrados, mas evitamos pensar nisso. Aliás temos
horror em pensar nisso e rejeitamos a ideia.
Olhamos no espelho e vemos um rosto. Vejo o eu que está
ali. Mas é estranho, o que é aquilo que eu vejo? O que é aquela coisa que sou
eu? De novo vem a imposição da vontade, que me impôs ali. Mas aquilo não sou
eu. É só um rosto, um corpo. Mas ao mesmo tempo é através daquilo e só através
daquilo que eu me realizo. Eu não parece que sou meu corpo, mas é só através
dele que sou alguma coisa.
Nesse horror da experiência subjetiva quando
eu busco o eu encontro o outro de mim mesmo e quando busco o outro encontro eu,
pois não vejo de fato o outro. O que tenho são meus pensamentos vendo o outro
então eu nunca saio de mim mesmo.
Editado até aqui
O que devemos fazer? Só uma coisa. buscar a felicidade. Esta é impossível, mas devemos buscá-la assim mesmo. Fiz uma compra de uma bolsa pela internet para minha mulher. Aí ela ficou ansiosa pelo momento de chegar a bolsa. Aí eu disse a ela que o legal é desejar. A espera da bolsa pode ser mais legal do que a posse. Porque quando a bolsa chegar, não será mais um desejo, será algo já satisfeito e perderá o valor como as outras bolsas que ela tem. Como seria bom se quando essa bolsa chegasse, ela sentisse que "agora sim, eu tenho uma bolsa, isso vai ser muito legal, vou usar ela todo dia e todo dia ao pegar essa bolsa se sinta tão bem quanto no primeiro contato com a bolsa" Então o ser humano não pode se realizar nunca. Deseja o que não tem e quando tem, não deseja mais. Quando tem, não se interessa mais pela posse e quando não tem deseja, mas aí ele não tem o que queria. Logo, é impossível se realizar. Na verdade a realização é muito breve. Um lapso curto de tempo entre o fim da falta de algo e a perda do desejo por aquilo. Nietzsche diz que o sentido da vida não está dado, então temos que buscar criar o sentido a todo momento. A dor da existência. De um lado a vontade e de outro a representação. A vontade é o território cego violento que nós não comandamos. é o que nos faz existir. Corresponde a natureza, e que não dá resposta ao que nós somos. Quando falamos da vontade estamos falando do enigma da nossa existência. Existimos porque algo quer. Isso é a vontade.
A vontade é o que quer a existência, não o que a
nossa sentencia quer, mas o que a existência quer de nós. E nós somos
expressões dessa existência que e maior que nós. A representação é nosso modo
de entrar em contato com a vontade por meio da cultura que é expressão da
vontade não sendo mais a vontade bruta e cega animal.
Com a representação nós só podemos correr atrás do
mistério da existencial mas ele nunca se coloca claramente e nunca podemos
fazer uma matemática do que nossa existência significa embora nossa consciência
tenta entender mas nunca alcança. É como se chegássemos com a consciência
sempre atrasados. A expressão nos diz da vontade, mas essa vontade nós nunca
chegamos. A vontade é uma lei que nos obriga a existência, mas nunca revela seu
veredito. Estamos condenados a existência mesmo que nos suicidemos. Mesmo que
procuramos o suicídio para estancar a tragédia da existencial a uma lei férrea
e cruel da existência porque nos seu universo de mistério continuaremos ser sua
vítima. Somos eternas vítima da experiência de existir. A vontade experimentada
no nosso corpo é a lei do desejo
Vivemos da dor de desejar. Não somos seres que quer
com consciência o que quer. O fato de querermos carro, casar etc. diz respeito
ao território da representação porque no território do desejo é a nossa vida
que quer. E a vida quer viver. E nosso corpo é esse desejo de viver que é a
todo momento atrapalhado pela própria impossibilidade que a sociedade nos
oferece de realizar esse desejo. a dor de existir vem de uma experiência que
fazemos a todo momento de antecipação da morte. A dor não vem do fato de não
podemos realizar o desejo, mas que a todo momento experiências a morte não como
uma ameaça futura que um dia morreremos, uma finitude no sentido mais distante
longínquo, mas no sentido mais próximo no sentido de antecipações de previa da
morte no sentido que aproximações que vivemos a cada instante do nosso
cotidiano.
Então o nosso corpo quer mais não pode muitas
coisas. O nosso corpo não quer só comida. Quer além. A cada realização o que
encontra é o desejo satisfeito que é o tedio. que quando realizamos desejo não
sentimos mais nada. Dor é. o carnaval nunca se realiza. É a natureza da existência
o sofrer. A alegria vem em pequenas doses. Isso mantém a exacerbação. Mas é boom
que eseja assim. mas o esforço de encontar a felicidade nao é natural é etico.
a etica é o bem viver, é aceitação da vida coo ela esta colocada é fazer um
mundo melhor mesmo que essa lei nao exista.
shopenaher o mundo como vontade de representação. é
a biblia do pessimismo. então há um preconceito com o pessimismo prue nós nao
lemos shopenhareiur. ós somos maria que vão com as outras e pensamos a partir
de preconceitos. entao os filosofos nos ensinam a epnsar e por siso nao devemos
ter preconcieto sobreo pessimismo. depois dessa serie de representçaoes nasce
um humor melancolicon. a essencia da existencia é a dor
quem consegue se alto conher sem susto e horrror
. todos os que vão par dentro de si sofrem. sábio é aquele que aprende a
olhar para fora. confússio disse que cada um se transforma naquilo que
contempla. se voce usa como nstrumento olhar para fora para nao ter que olhar
para dentro voce também tem que se preocoupar com o que voce está vndo porque o
que vc ve é a coisa inevitável na qual voce se transformará. cada vez que
olhamos para o espelho, não estamos olhando apenas para dentro mas está
descobrindo lá fora a coisa na qual nós nos tornamos. então quando eu encontro
comigo é porque encontrei algo que está fora. mas aquilo que está fora já é o
resultado daquilo que eu busquei. se eu me olho, me descubro. se olho outra
coisa também me descubro. conhecete a ti msmo virou um lema da filosofia. foi
muito acertivo mas nos colocou numa fria pois isso significa poder olhar para dentro.
mas todo aquele que olha par adentro se assusta. para pdoer olhar para dentro
eu tenho que aprender a olhar par fora porque olhand opar fora eu começo a
construir os escudos que eu interioriso para poder olhar para dentro.
toda alteridade mora detnro da minha mesmidade. no
nos tornamos civilizados proque aderimos uma forma
de pensar mas nosso corpo permanesse animal.a passagem da barbárie para
civilização é criança nao chegou a maturidade. é tensa nossa relação com a
maturidade e maturidade.
górgona alteridade com o maximo horror com aqukolo
que nos assusta que nao queremos enfrentar. diante da gorgona ou potencia do
horror que experiemtnasmo que é medo e panico.é uma pavor em relação a
existencia. os gregos nao tinham remedios entao criavam figuras . medo das
coisas aterrorizantes. o acaso, o morte,nao temos mais talismas para
lidar com isso, mas os gregos tinham. representa o maior perigo de todos, que
enfrentado tem o poder de nos destruir nos petrificando. nao ter mais vida.
pedra é algo sepulcral sem espírito. será que hoje as pessoas que sucumbi e que
olha de frente a sua monstruosidade. vamos encarar isso. mas olhand o
refelxo no espelho estamos salvos, mas olhand oa coisa estamos perdidos. nós
nunca poderiamos olhar diretamente ao inconsiente que é o calabolso, masmorra
da existencia na opodermos ohar para nos mesmos. quando encontramos com nossos
sonhos ,desejos malditos. o que nos ajuda a comprreender nos proteje da
monstruosidade de dentro de nós. a face da gorgona é mascara. vem com um
grito.o ser humano tem o grito e esteeria. que esta proximo dessa coisa
gorgonia. tudo que espanta que nao gostariasmo de encontrar de noite, ao passar
pelo espelho no escuro. estranheza inquietante. encotnro comigo de noite ao
tomar um copo de agua eu nem tava lembrando quem eu era. é como que se eu
encontrasse comigo mesmo sem nenhuma represetnção cultural com nome endereço.
eu acreito que sou aquilo que vejo, mas eu nao sou. o que eu sou é uma pergunta
capciosa.conece a ti mesmo é um processo o que importa é como levar a
diante essa busca.
Mesmo a tristeza e a frustração sendo a materia
prima da vida, as vezes podemos parar por alguns intantes , invadidos por um
centimento de plenitude e gratidão por existirmos, por estarmos vivos. queremos
agradecer talvez ao proprio espírito maior da vida, por nós estarmos fazendo
parte destre processo, agradecer a vida pela vida que nos deu.
Você alguma vez já deve ter parado para pensar de
uma forma mais profunda em quem somos nós? Mas esta pergunta, deve ser
posterior a quem sou eu? Porque não somos nós. Somos "eus". Somos
cada indivíduo. Sabemos muito pouco de nós mesmos e se realmente existe um
"nós" ou um "eu".
Mas algo ainda mais misterioso que isso é a vida. O
conhecimento científico tem lá suas explicação para a vida, mas mesmo no âmbito
da biologia há muitas dúvidas e de modo geral permanece o mistério. A
vida é como uma lepra que adere a matéria em certas condições. Havendo estas
condições ela surge. É o que diz a biologia. Mas só se aplica a tipos de vidas
que conhecemos e é somente dessa que vamos falar. Pois não podemos afirmar e
nem negar a existência de outros tipos de vida só porque não conhecemos.
Mas o fato é que o universo produz vida. E como
isso poderia acontecer? Como pode a matéria produzir vida?! É evidente que a
resposta mais fácil e que serve de resposta para qualquer grande mistério é que
Deus criou a vida. Mas não estamos falando aqui de teologia. O nosso assunto
aqui é um pensamento racional puro, embora especulativo. Se assumíssemos que
era deus, não haveria porque prosseguir em qualquer pensamento filosófico. A
filosofia perderia a graça e tudo o que importaria era a Teologia que aliás seria
um conhecimento puramente científico. Imagine só se Deus se manifestasse toda quarta-feira,
em um canal de TV aberta para o público, dizendo quais eram seus planos para a
humanidade? Não haveria mais dúvidas e todos acreditariam(?).
Mas não é o que ocorre, todo afirmação sobre Deus é
especulativa, ou seja baseada em crença e não em fato embora eu sei que isso
daria para ser discutido eternamente um tentando racionalizar a crença e outro
racionalizando o ateísmo. Enquanto isso a Filosofia segue com sua coleção de
pensamentos, sendo estes em sua grande maioria descrentes da existência de um
deus divino ou que consideram que esta questão não é importante porque o que é,
é. Deus não passará a existir só porque acreditamos ou não deixará de existir só
porque não acreditamos.
A vida em termos mais abrangentes, não deve deixar
de ser investigada pela filosofia, porque o modo técnico científico do estudo
da vida deixa a vida tão sem graça, ocultando ser verdadeiro mistério de ser.
Dizer que a vida é o processo em
curso do qual os seres vivos são uma parte, parece uma definição tão fria. A
vida é pois aquilo que faz com que um ser esteja vivo.
Independente da origem, nosso estudo é na
vida no momento que ela já existe. A vida é fato. Está aí. Concentramo-nos nela
ignorando sua origem.
A vida existe de muitas formas e se apresenta em
todos os indivíduos viventes, sejam animais, vegetais e fúngicos.
|
E de qual vida estamos falando? Vida
microbiana? Vegetal e fúngica? Talvez a vida dos animais? Não, estamos falando
da única coisa que importa. A nossa vida. Uma espécie de energia que organiza a
matéria e a anima e que nos faz seres conscientes de nós mesmos. A única graça
de estar vivo e estar nesta enrascada é a conscienciosa de nós mesmos. a vida
para um animal que não tem muita consciência de si, não deve ser muito
fascinante embora provavelmente não sofrerá com dores da "alma" ou
dor de existir. Não é nem a inteligência, pois alguns animais são bem
inteligentinhos, mas na hora que morre um da família, passam por cima do corpo
indiferentes.
A vida consciente parece ser algo muito misterioso.
Aliás, alguns filósofos dizem que o pensamento é uma prova da existência de
Deus, pois como é que poderia a matéria ter fabricado o pensamento que é
algo típico somente do tipo de vida como a nossa a qual estamos falando? Que é
muito improvável que o pensamento possa existir simplesmente com a evolução
natural. Apesar disso, é muito gritante um processo evolutivo, ficando muito
claro que os outros animais tem a mesma coisa que chamamos de vida, apenas que
estão em um estágio menos desenvolvido de consciência. Então a magia da coisa
já começa por aí. A mesma vida ocorre em nós e nos animais especialmente os
mamíferos.
Mas o mais interessante disso tudo é que nós temos
a vida mas a vida não é nossa. Não somos a nossa vida, apenas a temos enquanto
vivemos. É como se ela fosse emprestada. Não criamos a vida e nós não somos a
vida. Nós a vivemos mas ela (a vida) somente passa por nós. A vida é algo tão
vasto que engloba tudo de nós mesmo sem ser nós. Ela é algo maior do que nós
mesmos até porque não ocorre só em nós. E como pode algo que é maior que nós
não conhecer a si mesmo? Sim, porque a vida, ela mesma, não se conhece. Ela só
se conhece quando através de nós, questionamos o que é ela. Seria uma prova que
esta coisa de conhecer as coisas, é tudo uma ilusão. A natureza das coisas mais
misteriosas como a vida, são muito superior a esta coisa que chamamos de
conhecer. Muitos conceitos engessados que achamos matematicamente corretos e
imutáveis, como o próprio conceito que temos que as coisas existem, podem ser
apenas do nosso ponto de vista. O existir pode ser ilusão, e as coisas elas
mesmas se comportariam de forma diferente do que chamamos de aquilo existir ou
não.
Existir algo como a vida, abre brechas para ser
questionado qualquer conceito engessado que damos por absolutos. Tudo pode
estar completamente muito mais submerso em mistérios do que imaginamos.
Porque algo tão superior ao que chamo de eu, não se
conhece, mas não deixa de ser muito superior e muito mais rico em verdade.
Porque o fenômeno vida ocorre e por mais que não entendemos, porque ele ocorre,
há uma intrincada teia talvez incognoscível de verdades ocorrendo bem na nossa
frente, ou melhor em nós mesmos quando consideramos a ocorrência da vida. E
aqui não é o sujeito conhecendo o objeto e sim o sujeito querendo conhecer o
sujeito mesmo ou melhor querendo conhecer a coisa mais ampla que faz o sujeito
querer conhecer a si mesmo. E talvez não haja mesmo é verdade nenhuma, é
mais um daqueles conceitos engessados para atender nosso ímpeto que a
vontade nos impôs de explicar o mundo ou por não aceitar o mundo tal como ele é
como diz Nietzsche e então buscamos uma verdade por não suportar o mundo como
ele é, sem verdades.
A vida é muito maior que nós porque ela ocorre sem
nós pedir. Ela nos invade e faz-nos ser quem somos. Ela vem dá seu show e vai
embora. Ela é multi- faces. A vida não é a personalidade de cada um. Ela é
igual para todos. É uma coisa só que ocorre com todo mundo embora alguns tenham
mais vitalidade que outros e vivam mais intensamente. Mas a vida apenas
alimenta a composição orgânica genética e as relações que temos com o mundo e
daí sim, faz aflorar a personalidade, que é algo mais próximo de dizer que é o
eu propriamente dito. A vida é algo que quer existir. é uma das facetas daquilo
que Schopenhauer chama de vontade. Que existe no universo uma grande vontade
que quer as coisas que seria um princípio básico de tudo que conhecemos.
Só que esta vontade, não quer só que a vida exista,
ela quer que nós sejamos o que somos. Já parou para pensar porque você deseja o
que deseja? O que te faz desejar? o que te faz fazer o que faz? Algo quer que
façamos sexo, algo quer que existamos, que questionemos sobre o mundo, sobre a
vida sobre nós mesmos. Não é nós que queremos fazer isso. Temos muita pouca
escolha no que fazemos se é que temos alguma. Não escolhemos querer nos
alimentar, ter fome. Este jeito de ser foi-nos imposto. Amor, ódio, sentimentos
emoções, tristeza, alegrias, desejos, nada disso é nos que queremos. São coisas
que nos invadem e nos dominam que há em nós e passa por nós assim como a vida.
Tudo o que fazemos é para preservar a vida. Porque você levanta de manhã cedo e
vai ler o jornal (alguém ainda faz isso)? Sempre a última resposta será em última
análise a vida querendo se preservar. Você pode dar várias respostas e a última
será no sentido de preservar a vida. Leio o jornal para me informar. Se
informar para que? Para saber mais e ter vantagens na sobrevivência.
Porque você agora se mexeu na cadeira ou no sofá?
Porque estava incomodando a pressão exercida pelo peso do seu corpo entre a
cadeira que você está sentado e seus glúteos. Trocando o lado do da pressão, você
está contribuindo para preservar a saúde de um lado do seu glúteo. Basta
verificar os ferimentos que surgem em pessoas acamadas, pelo simples atrito
entre o corpo e a cama, de forma contínua. Enfim, não há nenhuma ação que se
faça que não se esteja buscando proteger a vida. Até mesmo um movimento ou
mesmo um pensamento aparentemente sem motivo algum no fundo tem esse objetivo.
Mas como? Pensar exercita o cérebro se você não usa atrofia e morre. Um
movimento aparentemente despretensioso, alivia o tédio de existir ou se não
alivia, serve como uma tentativa para tal. Aliviar o tédio é fundamental para viver,
pois o tédio faz mal à saúde.
Então o sentido da vida seria se preservar? Mas
isso é contraditório pois uma das definições de vida é a condição de um ser que
nasceu e ainda não morreu. Que é a coisa mais certa a acontecer é o fim da
vida. Sim, com toda essa nobreza da vida, ela comete esse tipo de coisa,
querendo se preservar e sofrer em nós pelo seu fim. Se ela é tão nobre, porque
sofre seu fim? Evidente que é porque aí não é a vida que sofre, aí quem sofre
mesmo é o eu. Porque a vida não é personalidade. Não é racional, não pensa, não
é alguém embora seja muito maior do que a coisa que pensa e que seja alguém.
Não dominamos essa coisa maior que faz ser quem somos embora talvez tenhamos
alguma escolha aqui e ali nesse processo, a maior parte das coisas que fazemos
é imposição desta vontade maior.
A vida ocorre em todos que estão vivos que por
acaso é alguém igual a você que também tem essa coisa que a gente chama de vida
mas que não sabe bem o que é. E só a vida pode questionar ela mesma porém apenas
través de cada um de nós utilizando sua principal ferramenta que é a consciência.
O universo conhece a ele mesmo dando consciência a matéria e a vida também conhece
ela mesma do mesmo modo. Ela é tão complexa mas parece que a vida não se
conhece, ela mesma não tem consciência, embora seja algo muito mais sublime que
a consciência já que contém a consciência. Qual a posição de devolução da vida?
ambos o universo e a vida são muito maiores que nós e ao mesmo tempo são dois
bobões gigantes incapazes de se conhecer eles mesmos a si próprios.
O fim da vida é na maioria das vezes imprevisível
embora possa ser esperado, algumas vezes. Porém se imagine se a vida fosse como
um relógio implacável e todo mundo soubesse exatamente o momento que morreria,
não sendo possível adiar ou atrasar o fim. Seria como devolver uma coisa
emprestada ao seu dono A vida está saindo de você e indo embora. Como seria o
padrão ou o ritual padrão das pessoas ao morrerem em uma condição como estas?
Como a cultura da morte mudaria drasticamente.
Todos morreriam conscientes de sua morte até o último
segundo. E para piorar todos seriam tomados não por uma emoção ou desespero,
mas por uma hiperconsciência do que está acontecendo. E não teria como fugir
desta hiperconsciência e lucidez do fim. As pessoas podiam dar o último sorriso
antes da morte e a última palavra de forma consistente sem estar tomada por
emoção violenta de antecipação do fim. Mas talvez nos últimos segundos o apego
a vida fale mais alto e se tente dar um último suspiro no último segundo, a última
apreciação do ambiente ao redor. O simples fato de poder enxergar as paredes do
local mortuário já seria algo maravilhoso. Nos últimos dias as coisas mais
simples da vida teriam inestimável valor contrapondo-se a desvalorização
imediata de capital acumulado. Nunca antes teria se dado tanto valor a luz do
dia, ao últimos golpes de ar respirados, ao acento no chão, a gravidade puxando
o corpo sem falar das pessoas ao redor. Estas nunca antes tinham sido tão maravilhosas
como agora só pelo fato de existirem na sua vida. O que você faria no último
segundo? Eu imagino as pessoas se preocupando com suas posições corporais que
vão ficar após a entrega da vida. Alguns ficariam em posição fetal, deitados
próximo a velas, flores, bíblias terços, imagens - e aqui até os ateus o
fariam algum tipo de ritual dogmático. Alguns poderiam se ajeitar na com braços
erguidos aos céus, como se fazendo uma oração ou tentando se comunicar com a
ideia nata do ser humano, da coisa divina. Erguer as mãos para os céus me
parece algo tão inato como a ideia da divindade.
As palmas das mãos voltadas aos céus parece ligar
o ser humano a ideia inata de divindade
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Pode até não ser real, mas é um fato social
tanto erguer a mão como a ideia de divindade, que fez com que deixasse marcas
no cérebro das pessoas e evoluiu para acreditar mesmo sem haver razão para tal.
Erguer as mãos aos céus é numa situação dessas é uma forma de se despedir do
mundo, já que você não pode dar tchau para ele. Se você soubesse que não há
nada após a morte o que pensaria nos últimos segundos? Mas mesmos parte de nós
não acreditando que pode não haver nada, algo nos impulsiona a apostar com as mãos
viradas captando acesso ao divino como uma antena. Talvez um suplício
"deus eu quero viver". A humildade neste momento será também a maior
já tida por toda a vida. A pessoas faria qualquer negócio para barganhar pela
vida, pedindo piedade e se humilhando o quanto fosse. Alguns morreriam em cima
da bíblia e nunca em suas vidas a acharam tão sagrada como agora acham.
Poucos ficariam de pé para não vilipendiar seu corpo. Mas também poucos
ficariam deitados pois é uma posição muito mórbida.
Se você for pensar que caminhamos para virar o que
mais tememos. Qual a coisa que mais nos causa repulsa? A caveira, o esqueleto o
apodrecimento. É um absurdo que tudo isso que chamamos de vida, vai acabar
assim, cheirando a carniça. Como pode!? Quem inventou esse negócio de planeta,
universo e seres vivos, não teria um jeito melhor de dar fim a consciência? Ou
que pelo menos para nós não parecesse tão ruim assim. Todo nosso mundo vai
desabar junto com a gente! Então qual é o sentido disso? A gente constrói nossa
casa, arruma nosso quarto a disposição dos móveis na casa, arrumamos nossa
gaveta, colecionamos coisas, construímos relações durante a vida com outras
pessoas, ou seja arrumamos nossa vida bem bonitinha do nosso jeitinho. Ou seja construímos
todo um castelo mental em cima daquilo que achamos que é nós e que é a nossa
vida. Mas no fim ela sempre desaba e tudo vem ao chão virando pó. É muito
estranho isso. É realmente preciso apodrecer? É preciso morrer? Então nós já
sabemos o quanto estamos ferrados, mas evitamos pensar nisso. Aliás temos
horror em pensar nisso e rejeitamos a ideia.
Olhamos no espelho e vemos um rosto. Vejo o eu que está
ali. Mas é estranho, o que é aquilo que eu vejo? O que é aquela coisa que sou
eu? De novo vem a imposição da vontade, que me impôs ali. Mas aquilo não sou
eu. É só um rosto, um corpo. Mas ao mesmo tempo é através daquilo e só através
daquilo que eu me realizo. Eu não parece que sou meu corpo, mas é só através
dele que sou alguma coisa.
Nesse horror da experiência subjetiva quando
eu busco o eu encontro o outro de mim mesmo e quando busco o outro encontro eu,
pois não vejo de fato o outro. O que tenho são meus pensamentos vendo o outro
então eu nunca saio de mim mesmo.
Editado até aqui
O sofrimento coloca para fora aquilo que nos habita
que é muito maior que nós. É a vida que nos é imposta e apenas passa por nós.
Devemos buscar a felicidade que é impossível, mas devemos buscá-la assim mesmo.
Nietzsche diz que o sentido da vida não está dado, então temos que buscar criar
o sentido a todo momento.
A dor da existência. De um lado a vontade e de
outro a representação. A vontade é o território cego violento que nós não
comandamos. é o que nos faz existir. Corresponde a natureza, e que não dá
resposta ao que nós somos. Quando falamos da vontade estamos falando do enigma
da nossa existência. Existimos porque algo quer. Isso é a vontade.
A vontade é o que quer a existência, não o que a
nossa sentencia quer, mas o que a existência quer de nós. E nós somos
expressões dessa existência que e maior que nós. A representação é nosso modo
de entrar em contato com a vontade por meio da cultura que é expressão da
vontade não sendo mais a vontade bruta e cega animal.
Com a representação nós só podemos correr atrás do
mistério da existencial mas ele nunca se coloca claramente e nunca podemos
fazer uma matemática do que nossa existência significa embora nossa consciência
tenta entender mas nunca alcança. É como se chegássemos com a consciência
sempre atrasados. A expressão nos diz da vontade, mas essa vontade nós nunca
chegamos. A vontade é uma lei que nos obriga a existência, mas nunca revela seu
veredito. Estamos condenados a existência mesmo que nos suicidemos. Mesmo que
procuramos o suicídio para estancar a tragédia da existencial a uma lei férrea
e cruel da existência porque nos seu universo de mistério continuaremos ser sua
vítima. Somos eternas vítima da experiência de existir. A vontade experimentada
no nosso corpo é a lei do desejo
Vivemos da dor de desejar. Não somos seres que quer
com consciência o que quer. O fato de querermos carro, casar etc. diz respeito
ao território da representação porque no território do desejo é a nossa vida
que quer. E a vida quer viver. E nosso corpo é esse desejo de viver que é a
todo momento atrapalhado pela própria impossibilidade que a sociedade nos
oferece de realizar esse desejo. a dor de existir vem de uma experiência que
fazemos a todo momento de antecipação da morte. A dor não vem do fato de não
podemos realizar o desejo, mas que a todo momento experiências a morte não como
uma ameaça futura que um dia morreremos, uma finitude no sentido mais distante
longínquo, mas no sentido mais próximo no sentido de antecipações de previa da
morte no sentido que aproximações que vivemos a cada instante do nosso
cotidiano.
Então o nosso corpo quer mais não pode muitas
coisas. O nosso corpo não quer só comida. Quer além. A cada realização o que
encontra é o desejo satisfeito que é o tedio. que quando realizamos desejo não
sentimos mais nada. Dor é. o carnaval nunca se realiza. É a natureza da existência
o sofrer. A alegria vem em pequenas doses. Isso mantém a exacerbação. Mas é boom
que eseja assim. mas o esforço de encontar a felicidade nao é natural é etico.
a etica é o bem viver, é aceitação da vida coo ela esta colocada é fazer um
mundo melhor mesmo que essa lei nao exista.
shopenaher o mundo como vontade de representação. é
a biblia do pessimismo. então há um preconceito com o pessimismo prue nós nao
lemos shopenhareiur. ós somos maria que vão com as outras e pensamos a partir
de preconceitos. entao os filosofos nos ensinam a epnsar e por siso nao devemos
ter preconcieto sobreo pessimismo. depois dessa serie de representçaoes nasce
um humor melancolicon. a essencia da existencia é a dor
quem consegue se alto conher sem susto e horrror
. todos os que vão par dentro de si sofrem. sábio é aquele que aprende a
olhar para fora. confússio disse que cada um se transforma naquilo que
contempla. se voce usa como nstrumento olhar para fora para nao ter que olhar
para dentro voce também tem que se preocoupar com o que voce está vndo porque o
que vc ve é a coisa inevitável na qual voce se transformará. cada vez que
olhamos para o espelho, não estamos olhando apenas para dentro mas está
descobrindo lá fora a coisa na qual nós nos tornamos. então quando eu encontro
comigo é porque encontrei algo que está fora. mas aquilo que está fora já é o
resultado daquilo que eu busquei. se eu me olho, me descubro. se olho outra
coisa também me descubro. conhecete a ti msmo virou um lema da filosofia. foi
muito acertivo mas nos colocou numa fria pois isso significa poder olhar para dentro.
mas todo aquele que olha par adentro se assusta. para pdoer olhar para dentro
eu tenho que aprender a olhar par fora porque olhand opar fora eu começo a
construir os escudos que eu interioriso para poder olhar para dentro.
toda alteridade mora detnro da minha mesmidade. no
nos tornamos civilizados proque aderimos uma forma
de pensar mas nosso corpo permanesse animal.a passagem da barbárie para
civilização é criança nao chegou a maturidade. é tensa nossa relação com a
maturidade e maturidade.
górgona alteridade com o maximo horror com aqukolo
que nos assusta que nao queremos enfrentar. diante da gorgona ou potencia do
horror que experiemtnasmo que é medo e panico.é uma pavor em relação a
existencia. os gregos nao tinham remedios entao criavam figuras . medo das
coisas aterrorizantes. o acaso, o morte,nao temos mais talismas para
lidar com isso, mas os gregos tinham. representa o maior perigo de todos, que
enfrentado tem o poder de nos destruir nos petrificando. nao ter mais vida.
pedra é algo sepulcral sem espírito. será que hoje as pessoas que sucumbi e que
olha de frente a sua monstruosidade. vamos encarar isso. mas olhand o
refelxo no espelho estamos salvos, mas olhand oa coisa estamos perdidos. nós
nunca poderiamos olhar diretamente ao inconsiente que é o calabolso, masmorra
da existencia na opodermos ohar para nos mesmos. quando encontramos com nossos
sonhos ,desejos malditos. o que nos ajuda a comprreender nos proteje da
monstruosidade de dentro de nós. a face da gorgona é mascara. vem com um
grito.o ser humano tem o grito e esteeria. que esta proximo dessa coisa
gorgonia. tudo que espanta que nao gostariasmo de encontrar de noite, ao passar
pelo espelho no escuro. estranheza inquietante. encotnro comigo de noite ao
tomar um copo de agua eu nem tava lembrando quem eu era. é como que se eu
encontrasse comigo mesmo sem nenhuma represetnção cultural com nome endereço.
eu acreito que sou aquilo que vejo, mas eu nao sou. o que eu sou é uma pergunta
capciosa.conece a ti mesmo é um processo o que importa é como levar a
diante essa busca.
Mesmo a tristeza e a frustração sendo a materia
prima da vida, as vezes podemos parar por alguns intantes , invadidos por um
centimento de plenitude e gratidão por existirmos, por estarmos vivos. queremos
agradecer talvez ao proprio espírito maior da vida, por nós estarmos fazendo
parte destre processo, agradecer a vida pela vida que nos deu.



